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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Porto Alegre no Google Street View


A partir desta terça-feira, será possível fazer um passeio virtual de 360º pelas principais cidades da região sul do país.

O Google publica o primeiro lote das imagens que começaram a ser coletadas na segunda quinzena de junho. Além de Porto Alegre, cidades como Caxias do Sul, Santa Maria, Pelotas e Bagé já estão mapeadas, de acordo com o Google.


A expectativa era de que as primeiras imagens fossem lançadas apenas no fim do ano, mas chegam à internet três meses mais cedo.

O serviço Street View no país permite que os usuários que acessam o Google Maps, o site de mapas da empresa, possam realizar um passeio virtual pelas ruas de cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e agora Rio Grande do Sul.

O serviço do Google chegou ao País em outubro do ano passado, e até a entrada da região sul, eram 51 as cidades mapeadas. O Google pretende incluir todas as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 no Street View.



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

BIENAL: CADERNOS DE VIAGEM



Como parte do processo de concepção da 8a Bienal do Mercosul, nós, curadores, viajamos pela região de Rio Grande do Sul com itinerários e por mais de vinte cidades do interior, realizando pesquisa de campo e visitas em ateliês. Essas experiências de viagem, vivenciadas por todos – vários provenientes de outros países – fez-nos refletir acerca da noção de território e sua vinculação in situ com a prática artística no contexto de produção de obra, e em como essas chegam a ser apresentadas em uma bienal sulamericana. Tal interesse levou-nos a concretizar essa atividade curatorial no território e hoje aparece refletida no componente que chamamos Cadernos de Viagem.

Cadernos de Viagem consistiu em distribuir pela região do Rio Grande do Sul nove artistas cujas práticas habituais envolvem a viagem, a paisagem e/ou o trabalho com comunidades. Cada um deles realizou uma rota específica durante três semanas, em média, deixando que a experiência da viagem, a paisagem e as interações sociais e/ou culturais ditassem o caminho pelo qual fosse desenvolvido seu projeto. Não foi o artista quem levou a obra planejada e foi para o território a fim de desenvolvê-la, mas, sim, o contrário: foi a especificidade do lugar e a experiência vivida pelo artista durante sua viagem que condicionou os resultados. Finalizadas essas três semanas, cada um realizou uma mostra no local de seu destino, exibindo o resultado dos processos artísticos ocorridos durante a viagem e apresentando sua obra e experiência nesse lugar para a comunidade. Depois de já ter realizado a viagem e retornado a seus ateliês, os artistas desenvolveram as obras que serão apresentadas no Cais do Porto.Caderno, diário ou agenda de viagem são os lugares em que aparecem anotações, desenhos e experiências, recolhidas como reflexão e memória. Em Cadernos de Viagem entendemos a ideia de caderno num sentido amplo, pois o artista contemporâneo realiza esses distintos processos de através da fotografia, do vídeo, além do desenho e das anotações textuais. Nosso interesse é evidenciar as diversas maneiras como os artistas documentam sua experiência de observação e vivência no território, e como incorporam também outras soluções para suas obras de arte. É o caso dos artistas que trabalharam sob um olhar focado no científico, no sistemático e na coleta de dados, ou dos que deram ênfase à paisagem ou à representação e, por último, dos que se vincularam à etnografia e à antropologia para produzir obras orientadas para o social.